André Martinez
DIEGO ARMANDO MARADONA
Edição Equipe Fiscaliza Alto Tietê É indiscutível que o maior jogador de futebol de todos os tempos foi Pelé, mas se existe alguém que ameaçou o seu trono foi Diego Armando Maradona. Nascido em Lanús no dia 30 de Outubro de 1960 e falecido em Dique Luján no dia 25 de Novembro de 2020, Maradona na Argentina conseguiu ser muito mais que um craque, por lá virou Deus, com religião e tudo. O garoto com apenas 9 anos de idade, encantou os dirigentes da base do “Argentinos Júniors”, devido a sua incrível maestria e habilidade com a perna esquerda, tanto que resolveram conferir a documentação de “Dieguito” para ver se ele tinha mesmo somente os nove anos de idade. Com 15 anos de idade já era titular do clube e jogava um futebol mágico. Aos 17 anos já estava na seleção da Argentina. Aos 20 já havia sido 3 vezes artilheiro do campeonato argentino e 2 vezes eleito o melhor jogador da América.Em 81 jogou pelo Boca Juniors em uma única temporada, mas virou Rei. Em 82 disputou sua primeira Copa do Mundo, na Espanha, no mesmo transferiu – se para o Barcelona, permaneceu até 84, quando trocou a Catalunha por Napóles, na Itália, onde também foi beatificado. O futebol do “PIB Del Oro”, fez com que o então modesto Nápoli conquistasse o scudetto italiano duas vezes nas temporadas 86/87 e 89/90, além da Copa da Itália em 87 e a Copa da UEFA em 89. Na Copa do México em 86, Maradona sozinho fez o esforçado time da Argentina conquistar o bi mundial. Na partida contra a Inglaterra, na vitória por 2x1, marcou o seu célebre gol de mão que ficou conhecido como “La mano de Dios” e também o gol que foi considerado o mais bonito de todas as Copas, driblando praticamente inteiro o time Inglês. Na Copa de 90 na Itália, ficou com o vice, mas pela Argentina ter a sua sede em Nápoles, fez com que o povo da cidade torcesse contra a Itália, somente por ele estar em campo. Mas nem tudo foram flores em sua vida, problemas com drogas fizeram com que a carreira de Maradona começasse a ruir. O craque deixou o Nápoli, envolveu – se em confusões e chegou ao fundo do poço com o vício das drogas.Tentando salvar a carreira, passou com pouco brilho pelo Sevilla e pelo Newll’s Old Boys. Na Copa dos EUA em 94, recebeu nova chance, mas foi pego novamente no antidoping e acabou suspenso por 15 meses.Em 95 voltou ao Boca onde encerrou a carreira em 97. Voltou a se envolver nas drogas, novamente chegou ao fundo do poço, engordou tanto que ficou irreconhecível. Após uma redução de estômago, perdeu 50 quilos e ressurgiu recuperado. Em 2010 recebeu a oportunidade de dirigir a seleção da Argentina na Copa do Mundo da África do Sul. Em 2020 aos 60 anos de idade, o coração do “Dios” parou de bater, levando um país inteiro as lágrimas. O povo argentino perdia seu maior craque, seu maior ídolo, sua maior personalidade, para muitos, seu maior Deus.








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