André Martinez
JAÚ E AS FORÇAS OCULTAS
Edição Equipe Fiscaliza Alto Tietê Um dos maiores zagueiros do futebol brasileiro na época em que o amadorismo e o romantismo imperavam dentro e fora das quatro linhas do futebol atendia pelo nome de Euclydes Barbosa, nascido em São Paulo no dia 17 de Dezembro de 1909. Euclydes Barbosa era um zagueiro negro, alto e forte, que tinha uma incrível impulsão. Sua impulsão era tão grande que era conhecido pela alcunha de Jaú, nome do primeiro hidroavião brasileiro que atravessou o Oceano Atlântico entre os anos de 1926 e 1927. Jaú chegou ao Corinthians ao 1932, vindo do Scarpo. Suas grandes atuações o credenciaram como ídolo da torcida, sendo um dos grandes jogadores da equipe. Mas dias antes de um clássico contra o Palestra Itália, o jogador acabou recebendo uma oferta de suborno do zagueiro Abate, em nome do diretor do palestrino Roque Di Lorenzo. Jaú não aceitou o suborno e tratou de contar a oferta para o diretor do Corinthians Guido Giacominelli, que por sua vez tornou o caso publico e reclamou junto a APEA (Associação Paulista de Esporte Atléticos) que por sua vez puniu o dirigente e o jogador do rival. No dia 06 de Novembro de 1932, no campo do Parque Antártica, Corinthians e Palestra Itália duelaram. Ao final da partida o placar apontava 3 x 0 para os palestrinos. Jaú continuou negando o suborno, mas mesmo assim jamais se livrou da pecha de “vendido”. A partir daí o zagueiro passou a ser perseguido pela torcida, deixou o Corinthians em 1937, pouco depois de ter conquistado o primeiro título da era profissional do clube, transferindo - se para o Vasco da Gama, clube que defendia quando foi convocado para a disputa da Copa do Mundo da França em 38. No mundial atuou uma única vez, na partida de desempate entre Brasil e Tchecoslováquia, vencida pelo Brasil por 2x1. Quando se aposentou o zagueiro virou pai – de – santo, inspirando inclusive o folclórico personagem “Pai Jaú”, criado para o épico humorístico “Show de Rádio” de Estevam Sangirardi e equipe. Muitas correntes dão conta de que Jaú havia enterrado um sapo no Parque São Jorge em repúdio a aqueles que o acusavam de traidor e vendido, creditando a ele a fila de 23 anos sem títulos. Jaú que era Corintiano de coração, sempre negou a história, declarou que mesmo magoado, jamais teria coragem de agir contra o Corinthians. Jaú faleceu em São Paulo no dia 16 de Dezembro de 1988 aos 79 anos de idade. Jau negou, porém na década de 60, Lula, ex técnico do Santos.









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