Derrubada de vetos reacende pesadelo na conta de luz — e o povo paga a fatura da farra política
Fotos de divulgação Na última semana, o Congresso Nacional deu mais um tapa na cara do povo brasileiro ao derrubar vetos presidenciais que poderiam ter evitado um rombo bilionário na conta de luz. A jogada, recheada de "jabutis" — aqueles famosos penduricalhos legislativos sem relação com o tema principal — foi embutida no projeto sobre energia offshore e vai custar nada menos que R$ 545 bilhões até 2040.
Sim, você leu certo: meio trilhão de reais. Quem vai pagar por isso? Eu, você e milhões de brasileiros que já suam para dar conta das tarifas abusivas. A expectativa é de um aumento de até 9% nas contas de luz. E tudo isso para quê? Para beneficiar grandes grupos econômicos e garantir a reserva de mercado de usinas ineficientes.
O estrago está feito — e agora a disputa foi parar nas redes sociais.
🫲 De um lado, a deputada Erika Hilton soltou o verbo em um vídeo que já ultrapassou 8 milhões de visualizações, escancarando a traição do centrão e da direita:
“Eles votaram pra favorecer grandes empresas e jogar a conta no colo da população. O mesmo grupo que votou pela taxação das blusinhas agora vota pelo aumento da conta de luz”, disparou.
🫱 Do outro, Nikolas Ferreira tenta salvar a própria pele. Em vídeo com mais de 9,5 milhões de views, o deputado afirmou ter votado pela manutenção do veto de Lula — mesmo indo contra a orientação do seu próprio partido, o PL.
“Fui a favor da manutenção do veto do Lula, e isso tá no site do Congresso. Mesmo sendo oposição, votei por coerência”, afirmou, tentando se descolar da bomba que estourou no colo da população.
Mas o que mais choca é que a traição veio dos dois lados. Na hora de passar a boiada, esquerda e direita deram as mãos:
PL (oposição): 88% dos deputados e 66% dos senadores foram contra o veto.
PT (governo): 92% dos deputados e 77% dos senadores também votaram pela derrubada.
Ou seja: enquanto os discursos inflamados se espalham pelas redes, nos bastidores, a elite política segue unida — contra o povo.
No final das contas, não importa se é direita ou esquerda: quem sempre paga a fatura é o brasileiro comum, que agora verá a conta de luz disparar enquanto os tubarões do setor elétrico agradecem, rindo até 2040.









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