Campinas lidera o Ranking do Saneamento 2025; veja quais cidades estão no topo e quais seguem no atraso

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Mogi das Cruzes,24/02/2026

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Campinas lidera o Ranking do Saneamento 2025; veja quais cidades estão no topo e quais seguem no atraso

Redação Portal Fiscaliza Alto Tietê
Campinas lidera o Ranking do Saneamento 2025; veja quais cidades estão no topo e quais seguem no atraso Instituto Trata Brasil


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O Instituto Trata Brasil (ITB), em parceria com a GO Associados, divulgou a 17ª edição do Ranking do Saneamento 2025, estudo que avalia os 100 municípios mais populosos do país com base nos dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), ano-base 2023.


A pesquisa revela que apenas 12 municípios brasileiros investem acima do valor considerado necessário para atingir a universalização do saneamento até 2033, meta prevista no Novo Marco Legal do Saneamento. O investimento médio ideal, segundo o PLANSAB, é de R$ 223,82 por habitante ao ano, mas o levantamento mostra que a média nacional ainda está distante desse patamar.


Os 20 melhores municípios do Brasil em saneamento


De acordo com o estudo, os municípios mais bem avaliados se concentram principalmente nas regiões Sudeste e Sul, que têm histórico de maior investimento e gestão consolidada no setor. O estado de São Paulo é destaque com nove cidades entre as 20 primeiras posições.


Confira a lista dos 20 melhores colocados:


1. Campinas (SP)



2. Limeira (SP)



3. Niterói (RJ)



4. Uberaba (MG)



5. Aparecida de Goiânia (GO)



6. Jundiaí (SP)



7. Piracicaba (SP)



8. São José dos Campos (SP)



9. Curitiba (PR)



10. Maringá (PR)



11. Ponta Grossa (PR)



12. Sorocaba (SP)



13. Londrina (PR)



14. Ribeirão Preto (SP)



15. Santos (SP)



16. Diadema (SP)



17. Franca (SP)



18. São José do Rio Preto (SP)



19. Goiânia (GO)



20. Cascavel (PR)




Esses municípios têm altos índices de abastecimento de água e coleta de esgoto, além de eficiência no tratamento e baixas perdas na distribuição. Campinas, líder do ranking, apresenta 100% de atendimento de água, 83,9% de tratamento de esgoto e é exemplo em gestão integrada do sistema.



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Os 20 piores municípios do Brasil em saneamento


Na outra ponta, o cenário é alarmante. As regiões Norte e Nordeste concentram as cidades com piores indicadores, caracterizadas por baixa cobertura de água e esgoto, altas perdas na rede de distribuição e investimentos insuficientes.


Veja os 20 piores municípios no Ranking do Saneamento 2025:


81. Duque de Caxias (RJ)



82. São Gonçalo (RJ)



83. Belford Roxo (RJ)



84. São João de Meriti (RJ)



85. Jaboatão dos Guararapes (PE)



86. Recife (PE)



87. Olinda (PE)



88. Paulista (PE)



89. Belém (PA)



90. Ananindeua (PA)



91. Santarém (PA)



92. Macapá (AP)



93. Porto Velho (RO)



94. Manaus (AM)



95. Rio Branco (AC)



96. Maceió (AL)



97. São Luís (MA)



98. Caucaia (CE)



99. Petrolina (PE)



100. Boa Vista (RR)




O estudo mostra que essas cidades investem, em média, apenas R$ 78,40 por habitante, valor 65% abaixo do necessário para a universalização. Em muitas delas, menos da metade da população tem acesso à rede de esgoto, e o tratamento é praticamente inexistente — como em Santarém (PA), onde apenas 3,77% dos esgotos são coletados, e Rio Branco (AC), onde o investimento per capita é de R$ 8,09 ao ano.




Desigualdade regional e os desafios da universalização


O estudo também reforça que a desigualdade no saneamento segue o mesmo padrão socioeconômico brasileiro: enquanto Sul e Sudeste apresentam desempenho elevado, Norte e Nordeste enfrentam déficit estrutural grave.


 “O investimento médio por habitante nos 20 municípios piores colocados é quase três vezes menor que o necessário. É fundamental intensificar os aportes nessas regiões”, destacou Gesner Oliveira, sócio-executivo da GO Associados.




O indicador médio de atendimento total de água nos 100 maiores municípios foi de 93,91%, mas dez ainda têm menos de 80% de cobertura.

Na coleta de esgoto, a média é de 77,19%, e no tratamento, de 65,11% — mostrando que o país ainda tem um longo caminho até a universalização.




Capitais com os melhores e piores resultados


Apenas sete capitais possuem ao menos 99% de abastecimento total de água. No quesito tratamento de esgoto, somente cinco estão acima de 80%:


Curitiba (PR)


Brasília (DF)


Boa Vista (RR)


Rio de Janeiro (RJ)


Salvador (BA)



Entre as piores, estão:


Porto Velho (RO) – 12,18% de tratamento


Macapá (AP) – 14,42%


São Luís (MA) – 15,89%


Teresina (PI) – 19,19%





Conclusão


O Ranking 2025 destaca avanços pontuais, mas reforça que o Brasil ainda está longe da universalização dos serviços de água e esgoto. Para que as metas do Novo Marco Legal sejam atingidas até 2033, o país precisa aumentar significativamente os investimentos e fortalecer a regulação e gestão municipal.


“É imprescindível trazer o saneamento para o centro das discussões das prefeituras e priorizá-lo nas políticas públicas”, afirmou Luana Siewert Pretto, presidente executiva do Instituto Trata Brasil.


“A COP-30 será uma oportunidade para que o tema seja debatido em escala global e para que o Brasil apresente soluções concretas rumo à universalização”, completou.




📈 O estudo completo pode ser acessado em:

🔗 www.tratabrasil.org.br/ranking-do-saneamento-2025







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