Proprietário do Restaurante da Fazenda nega intoxicação alimentar e diz que denúncia partiu da concorrência
Reprodução/G1 O Portal Fiscaliza Alto Tietê entrou em contato nesta segunda-feira (06) com Carlos Rosa, de 64 anos, residente de Campinas -SP e proprietário da Matriz do Restaurante da Fazenda, teve sua unidade (filial) interditado no último sábado (04) pela Vigilância Sanitária de Mogi das Cruzes após relatos de intoxicação alimentar. A interdição ocorreu no bairro Jardim Aracy, após pacientes procurarem atendimento médico com sintomas como diarreia, náuseas e dores abdominais.
Questionado sobre o caso, Carlos negou que os sintomas apresentados pelos funcionários tenham sido causados pelos alimentos servidos no restaurante.
“Todos os funcionários comem do mesmo buffet que é servido aos clientes. Logicamente, não é a comida que ocasionou a intoxicação, senão também teria caso de clientes intoxicados”, afirmou o empresário.
O proprietário também alegou que alguns funcionários frequentavam uma adega próxima ao restaurante, onde, segundo ele, consumiam bebidas alcoólicas e até substâncias ilícitas.
“Tem funcionário que saía do restaurante e ia para a adega encher a cara, usar droga. Fui aconselhado por terceiro a procurar uma empresa privada para fazer exame toxicológico e comprovar que essa suposta intoxicação não foi causada por alimento, e sim por ingestão de bebidas e outras substâncias”, disse Carlos.
Sobre o alojamento insalubre onde estavam cerca de 150 trabalhadores, Carlos confirmou que o local é de responsabilidade do restaurante (locação/mobília), mas afirmou que a estrutura foi entregue em perfeitas condições.
“O alojamento foi entregue em perfeito estado. O problema é que os funcionários não tiveram zelo e cuidado com o espaço”, declarou.
O empresário contou ainda que a contratação e o encaminhamento dos trabalhadores foram feitos por uma agência de emprego de captação de mão de obra, que teria trazido o grupo de Recife (PE) para atuar em Mogi das Cruzes, SP.
Sem previsão para a reabertura, Carlos disse que está “correndo para corrigir todos os apontamentos da Vigilância Sanitária”. Ele também atribuiu a denúncia à concorrência.
“Esses restaurantinhos estão acostumados a vender 20 pratos por dia, não aceitam quem vende entre 2 e 3 mil pratos”, disparou.
Por fim, o proprietário fez críticas à Lei Mogi Mais Viva e à falta de incentivo do poder público.
“Os comerciantes não têm apoio, nem espaço para divulgar seus negócios. Falam em desenvolvimento, mas não ajudam quem gera emprego e renda”, afirmou.
O restaurante segue interditado cautelarmente até a conclusão das análises e da apuração completa dos fatos.
A Prefeitura de Mogi das Cruzes informou que as ações de fiscalização seguem rotineiramente em todo o município, com o objetivo de garantir a segurança alimentar e a saúde da população.
📌 Atualização:
A Prefeitura de Mogi das Cruzes confirmou 30 casos de intoxicação alimentar ligados ao Restaurante da Fazenda, interditado pela Vigilância Sanitária após constatar irregularidades na manipulação de alimentos e condições insalubres em alojamentos de funcionários. Parte dos trabalhadores foi abrigada no Pró-Hiper, e o caso está sob investigação do Ministério Público, Ministério Público do Trabalho e Polícia Civil.








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