Programa 'Pro-Bem Arujá' intensifica cerco ao descarte irregular de entulho, queimadas e poluição sonora
Foto de divulgação A Prefeitura de Arujá anunciou nesta quarta-feira (20) a criação do Programa Municipal de Bem-Estar Social, o “Pro-Bem Arujá”, como uma resposta estratégica e integrada ao crescimento urbano e demográfico do município, objetivando a preservação da Cidade Natureza. A informação foi divulgada durante entrevista coletiva realizada no Paço Municipal com a presença do prefeito Luis Camargo, do vice-prefeito Rodolfo Machado, do secretário municipal de Segurança Pública e Cidadã, Washington Adami, do secretário-adjunto de Segurança Pública Ambiental, José Gustavo Pereira da Silva Marques, do diretor de Bem-Estar Social, Jeferson Bauer, do secretário de Meio Ambiente, Juvenal Penteado, do secretário municipal de Habitação, Vinicius Pateta, e do secretário municipal de Planejamento, Marco Valdanha.
Consolidada regionalmente pelo seu potencial de desenvolvimento sustentável, a municipalidade projeta o programa como um instrumento de governança unificada entre as Secretarias Municipais de Meio Ambiente, Segurança Pública, Habitação, Planejamento e Serviços. O objetivo central é conter infrações que prejudicam a área territorial e a qualidade de vida dos arujaenses, com destaque para o mapeamento inteligente das "áreas quentes", onde há maior incidência das ocorrências, como os pontos viciados de descarte clandestino de resíduos da Construção Civil e materiais volumosos, além das práticas sazonais de queimadas e abusos de poluição sonora.
O Pro-Bem Arujá ainda instituirá ações permanentes de proteção, monitoramento e resgate de fauna silvestre, considerando a vocação ambiental do município e sua proximidade com áreas de preservação e corredores ecológicos. Sendo assim, a Guarda Civil Municipal, por meio do Grupamento Ambiental, poderá atuar no resgate de animais silvestres, no atendimento de ocorrências envolvendo fauna em áreas urbanas e rodovias no encaminhamento de animais aos órgãos e centros especializados, como o Cetas/Ibama, além de ações preventivas de conscientização ambiental. O programa prevê, inclusive, a criação de abrigo temporário para fauna silvestre, a aquisição de veículo apropriado para transporte animal e a formalização de parcerias institucionais com o Terceiro Setor, bem como concessionárias rodoviárias.
"Elaborar um 'mapa de calor' da cidade será função da nova Secretaria e Diretoria, para sabermos, em especial, onde acontece a poluição sonora. O principal canal de denúncias vai continuar sendo o 153 da GCM, onde será utilizado o critério de fiscalização, previsto em lei, que é o da dupla visita, com a primeira ação de abordagem para constatação com decibelímetro, que pode ser feita pelos policiais ou agentes, que darão o alerta e farão a conscientização. Se necessário, com a reincidência, efetivamente, o fiscal de Posturas pode fazer a autuação em uma segunda abordagem", detalhou o prefeito Luis Camargo.
O vice-prefeito Rodolfo Machado complementou que o programa e o monitoramento combaterão, de forma mais intensa, o descarte irregular de resíduos e que é importante as empresas, construtoras e a população dar a destinação correta, principalmente, aos RCC (Resíduos da Construção Civil). "Agora que Arujá possui os Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) espalhados pela cidade - em breve será entregue o do Mirante -, e também porque a cidade conta com uma parceria com o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat+), para transformar esse entulho em base para pavimentação e nivelamento de vias públicas, é muito importante entregarmos esse material da forma correta, até mesmo para podermos reaproveitar esse RCC", explicou, afirmando que com os PEVs, construidos na atual gestão, muito lixo deixou de ser jogado irregularmente, contribuindo para que não houvesse enchentes.
Já o secretário municipal de Segurança, Washington Adami, abordou na coletiva aos jornalistas o uso da inteligência operacional e o funcionamento da fiscalização nas ações de combate, antecipando a instalação de mais 100 câmeras nos próximos dias, que se somarão às 400 já existentes e integradas ao Centro de Operações (COI) da cidade, assim como a implantação do Smart Arujá, já a partir de 1° de junho, o que possibilitará ampliar o monitoramento com reconhecimento facial. O sistema auxiliará ainda mais a coibir a prática de crimes, identificar rapidamente acidentes, na investigação para o esclarecimento de crimes pela Polícia Civil e até auxiliar na localização de pessoas desaparecidas. "Hoje, o maior gargalo que temos, além do próprio aumento do efetivo das polícias, no geral, é o de formar, em um curto espaço de tempo, os agentes de segurança. Com isto, as câmeras acabam sendo auxiliares nos olhos da nossa Guarda, pois inibem e ajudam a esclarecer a prática de crimes. Aliás, hoje, a população, comerciantes e indústrias podem entrar no site da Prefeitura e também compartilhar as suas câmeras com o COI, ampliando ainda mais essa área de cobertura", descreveu.
*Secretaria Adjunta de Segurança Pública Ambiental*
Para dar suporte operacional e técnico a essas demandas, o município criou a Secretaria Adjunta de Segurança Pública Ambiental a Diretoria de Bem-Estar Social no âmbito da Secretaria de Segurança Pública, que atuarão diretamente no controle do sossego público e da ordem urbana.
À frente da Secretaria Adjunta de Segurança Pública Ambiental, estrutura inovadora criada com o objetivo de integrar Políticas Públicas de fiscalização ambiental, ordenamento urbano, prevenção administrativa e ações sociais, estará o secretário-adjunto José Gustavo Pereira da Silva Marques e, na Diretoria, Jeferson Bauer.
Na linha de frente ambiental, a Guarda Civil Municipal (GCM) terá seu Grupamento de Proteção Ambiental totalmente reestruturado e capacitado. Os agentes passarão por treinamentos específicos para atuar com policiamento orientado por dados e análise georreferenciada de inteligência operacional, alimentando um banco de dados unificado, que funcionará como um Observatório Ambiental. A fiscalização integrada também contará com o reforço do Sistema Eletrônico de Controle de Transporte de Resíduos, uma plataforma digital para o rastreamento de caçambas estacionárias e regularização de transportadores, além de parcerias com o Grupo de Fiscalização Integrado (GFI), para coibir parcelamentos irregulares do solo e ocupações clandestinas em áreas de mananciais.
Em paralelo, a causa animal ganhou um reforço importante com o "Detetive Animal", criado especificamente para o enfrentamento ao abandono, maus-tratos e situações de risco, que envolvam animais domésticos e de grande porte.









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