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Mogi das Cruzes,14/05/2026

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Autoridades da região apoiam tratamento SUS para pacientes adultos com XLH

Doença rara afeta os ossos e impede a vida ativa de centenas de brasileiros; Adultos ainda não têm acesso à medicação de alto custo pelo SUS

Jornalista Viviane Strelec
Autoridades da região apoiam tratamento SUS para pacientes adultos com XLH Foto de divulgação

Autoridades
da região apoiam tratamento SUS para pacientes adultos com XLH

Doença
rara afeta os ossos e impede a vida ativa de centenas de brasileiros; Adultos
ainda não têm acesso à medicação de alto custo pelo SUS

 


Câmaras
Municipais do Alto Tietê se mobilizaram para apoiar a equidade no fornecimento
da medicação burosumabe pelo SUS. A medicação, de alto custo, é indicada para o
tratamento do raquitismo hipofosfatêmico, doença rara mais conhecida como XLH e
que afeta a formação dos ossos desde a primeira infância.

 

Na
última semana, a Câmara de Jacareí, por meio do presidente Paulinho do Esporte,
aprovou a Moção de Apoio à causa. O documento foi encaminhado ao Ministério da
Saúde, à Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema
Único de Saúde) e à Comissão de Direitos Humanos no Senado Federal – a
presidente, senadora Damares Alves, também é parceira da causa.

 

Biritiba
Mirim também registrou na última semana a aprovação de Moção de Apoio à
garantia de tratamento aos pacientes adultos com XLH – o documento é assinado
pelo vereador Marcos Paulo de Almeida.

 

Outro
exemplo é a Câmara de Arujá, que nesta semana enviou à Comissão de Direitos
Humanos do Senado o manifesto assinado pela presidente da Casa, vereadora
Professora Cris. “Apoiamos a causa e a equidade no acesso ao tratamento SUS. É
fundamental que pacientes, ao atingirem a maioridade e iniciarem a vida
profissional, tenham condições de se locomover, trabalhar e viver sem dores”,
afirmou a presidente.

 

Ainda
nesta terça-feira (13/05), a Câmara de Suzano aprovou a sua Moção de Apoio aos
pacientes com XLH. O manifesto é de autoria do vereador Denis, Filho do
Pedrinho do Mercado, atuante nas causas ligadas à saúde e bem estar.

 

Nos
próximos dias, novas moções deverão ser aprovadas no Alto Tietê, a exemplo de
Mogi das Cruzes e Poá – os documentos são de autoria, respectivamente, dos
vereador Bigêmeos e Saulo Dentista. Outras cidades já manifestaram apoio à
causa: Guararema, Ferraz de Vasconcelos e Salesópolis.

 

“É
fundamental que todos se unam nesta causa. Não podemos aceitar que uma
medicação, comprovada sua eficiência e disponibilizada pelo SUS, não seja
  ofertada ao paciente na sua vida adulta. O
XLH é uma doença genética, portanto não tem cura e seu tratamento deve ser
realizado durante toda a vida”, alerta Luiz Malito, apoiador do movimento e pai
da paciente Lucie Strelec Malito, que possui 03 anos de idade e é portadora da
doença.

 

Entenda
o caso

 

O
XLH é uma doença genética rara, crônica e progressiva, levando à perda renal de
fósforo e à hipofosfatemia persistente. A condição afeta o desenvolvimento e a
manutenção óssea, com manifestações ao longo de todo o ciclo de vida.

 

Entre
as principais consequências da doença, se não tratada logo no início da vida e
de forma permanente, são as
deformidades ósseas, dor
crônica musculoesquelética, fraqueza muscular, limitações funcionais
progressivas, comprometimento da mobilidade e impacto significativo na
qualidade de vida

 

O XLH não é uma doença restrita à infância,
ela permanece e segue se manifestando na fase adulta”, diz Malito. Sem a
medicação na fase adulta, o paciente sofre aumento significativo da dor crônica,
perde a mobilidade e autonomia, sofre maior risco de incapacidade funcional e
necessita de mais atendimentos por serviços de saúde, incluindo internações, o
que se torna custoso para o sistema público.

 

Audiência no Senado Federal

 

No
dia 23 de abril o Senado Federal deu luz ao problema: a Comissão de Direitos
Humanos debateu o tema “Equidade no acesso ao tratamento de
raquitismo hipofosfatêmico no SUS. A ação, comandada pela presidente
da Comissão, senadora Damares Alves, contou com a participação de membros do
Ministério da Saúde, da Conitec, pacientes adultos que não possuem acesso à
medicação e outros que têm acesso por meio de mandado de segurança judicial.

 

Pais
e cuidadores de pacientes infantis também estiveram presentes no Senado para
relatar os avanços da formação óssea e qualidade de vida das crianças com a
utilização do burosumabe.

 

“Descobrimos
a doença na Lucie quando ela tinha apenas um ano e meio de vida e já
apresentava as pernas com uma curvatura bastante acentuada, dificuldade de
locomoção, equilíbrio e queixa de dores. Tivemos acesso à medicação por meio da
Farmácia de Alto Custo, em Mogi das Cruzes e quase dois anos depois a Lucie é
outra criança. Pula, corre, brinca... ela não se limita a nada pela doença. Assim
como ela, todos os pacientes adultos precisam e deveriam ter acesso à medicação”,
questionou o pai Luiz Malito durante a audiência pública no Senado.

 

Ao
encerrar a audiência, a senadora Damares Alves exibiu, com a autorização dos
pais, um breve vídeo da Lucie correndo e brincando: “É assim que queremos todos
os pacientes que possuem XLH – vivendo. Estamos juntos nesta causa”, declarou.
Após a audiência, um grupo de trabalho foi criado no Ministério da Saúde para
debater a equidade do acesso ao tratamento na vida adulta.

 









































































Desde
então, autoridades públicas também se manifestam em apoio à causa. “É muito
importante que vereadores, autoridades públicas não só do Alto Tietê, mas de
todos os cantos do País apoiem este movimento. Todos têm direito à dignidade e
à vida”, reforçou Malito. 




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